CONTEÚDO

Cafeína: Vilão ou mocinho?

A cafeína é uma substância alcalóide, com ampla utilização ao redor do mundo. Popularizou-se por ter ação estimulante e melhorar a concentração. Encontra-se presente no café ( uma xícara tamanho normal tem aproximadamente 100mg deste ativo), na erva mate, no chá verde, cacau e guaraná.

 

No meio da prática esportiva, é utilizado no pré treino com o intuito de ampliar a capacidade respiratória, pois dilata os brônquios pulmonares e oxigena a musculatura, além de diminuir a percepção do cansaço. Além disto, aumenta a lipólise do organismo, ou seja, a queima de gordura. Porém, muitos treinadores impedem seu uso pelo atleta, pois isto interfere no emocional do indivíduo, deixando a pessoa muito nervosa, ansiosa e agitada, chegando a prejudicar a concentração e foco durante o treinamento. Além do mais, ela pode acelerar tanto o batimento cardíaco que gera uma taquicardia temporária. O mesmo acontece com a pressão arterial.

 

A cafeína restringe o fluxo sanguíneo para o cérebro, e este tipo de comprometimento pode levar a um envelhecimento precoce, levando a problemas cognitivos. Para piorar, ela interfere no sono, devido ação de bloqueio da adenosina, uma substância química que nos alerta do horário em que devemos dormir. Se tivermos menos horas de sono, ficaremos cansados durante o dia. E quando estamos cansados lembramos logo do que? De uma boa xícara de café para despertar e nos deixar alerta para as atividades diárias. Isto acaba se tornando um ciclo vicioso. E de fato, é uma substância viciante, pois sentimos os efeitos da abstinência quando nos privamos dela, inclusive dor de cabeça, fadiga e irritabilidade.

 

Para concluir, devemos lembrar que a cafeína pode levar também a infertilidade, abortos espontâneos, nascimentos prematuros e problemas gastrointestinais (principalmente no tecido gástrico), além de elevar marcadores de inflamação, inclusive de doenças cardíacas, interferindo em exames laboratoriais. E isto ocorre a partir de 200mg de cafeína por dia, uma dosagem equivalente a duas xícaras de café. Muitos profissionais da saúde acreditam que seu uso deve limitar-se a 300mg por dia em pessoas sem patologias e condições específicas.

 

O bom senso é a sempre a melhor opção. Citando Paracelso, em sua célebre frase: “ A diferença entre um veneno e um remédio é a dose”. Se você preferir não utiliza-la em seu pré treino, pois não abre mão do seu café (e não gosta da opção do café descafeinado, por conta do processo químico ou perda de sabor), converse com seu farmacêutico, médico, nutricionista ou educador físico. Existem diversas outras opções para aumentar seu rendimento, lipólise e concentração com resultado igual ou superior a cafeína, sem estes efeitos adversos.



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